
A recente entrevista concedida pelo administrador da SATA Holding a vários meios de comunicação social veio confirmar as preocupações que desde há muito o PCP Açores tem vindo a manifestar. Ficou agora demonstrado que a privatização da SATA coloca em causa a sua missão e a sua própria razão de ser, num processo opaco como poucos outros.
A realidade tem vindo a demonstrar, que tínhamos razão. As políticas adotadas a nível regional, acompanhadas pelo Governo da República e negociadas com a União Europeia, servem os interesses privados e condicionam o direito à mobilidade dos açorianos. Caso a privatização não seja travada, os efeitos serão desastrosos, tanto a nível social como económico.
A SATA é mais do que uma empresa: é um instrumento estratégico de coesão territorial e social, essencial para assegurar a mobilidade de pessoas e bens no arquipélago e entre os Açores, o continente e a diáspora.


O PCP apresentou, na Assembleia da República, um projeto de lei que acaba com o atual sistema de reembolsos das passagens aéreas, substituindo-o pelo que sempre deveria ter acontecido: cada passageiro pagar, apenas, o valor final no momento da compra da passagem. A propaganda do Governo Regional, do PSD e do CDS termina quando lhes é conveniente: longe das câmaras de televisão, o Governo Regional opôs-se a esta medida de elementar justiça. Verifica-se assim a sua falta de vontade política – optam por burocratizar, em vez de simplificar!

