Estamos a viver uma época muito complicada, sendo cada vez mais evidente
que a intenção dos poderes estabelecidos é impor uma organização
económica, social e política muito mais retrógrada, que proteja ainda
mais os poucos que muito têm e que controle ferreamente as aspirações de
progresso, liberdade e justiça que animam os povos.Olhamos à volta e só vemos ofensivas violentas contra tudo o que é progresso ao serviço da generalidade dos cidadãos: cortes na saúde, cortes na educação, cortes na protecção ao emprego, cortes nos benefícios fiscais dos cidadãos comuns, aumento generalizado de impostos, criação de novas taxas, tentativa de eliminação massiva de postos de trabalho, diminuição violenta de direitos para quem trabalha e de garantias e protecção para quem é reformado, diminuição drástica de todos os mecanismos de participação política dos cidadãos, desarticulação do poder local democrático, enfraquecimento das autonomias regionais, etc.


Governar por cortes e a decretar impostos, não tem qualquer engenho ou arte política. Não custa nada, a não ser os ordenados e as alcavalas que usufrui quem assim (dispensavelmente) governa. É fácil, é barato e dá milhões…
Aníbal Pires, Deputado do PCP Açores no Parlamento Regional, subscreveu, em conjunto com vários deputados de outros grupos parlamentares, um pedido de fiscalização sucessiva da constitucionalidade da Lei que aplica um corte ao subsídio de Natal, que já deu entrada no Tribunal Constitucional.