Carlos César nas Jornadas Parlamentares do PS atribuiu culpas pela situação a que o país chegou ao Presidente da República e ao PSD. Até aqui dou-lhe imensa razão. Porque as atribuiu? Segundo ele, porque “nada fizeram para apoiar o PEC 4 do Engº Sócrates”! E agora fico literalmente siderado. Então não foi há bem poucos dias que vi um Carlos César (haverá dois?) a propor no Parlamento Açoriano o voto contrário à aplicação do dito PEC, entre outras razões porque cortava 20 milhões às transferências do Estado para a Região? O certo é que, desta forma atrapalhada, fica, pelo insigne governante da Autonomia, dado o aval público ao futuro corte, pelo Estado, nas verbas que são devidas aos Açores, qualquer que venha a ser o governo da República, depois de Junho. Longe vai o tempo daquele outro Carlos César que clamava: “Na Lei de Finanças Regionais não se toca!”
Começo a recear que a irresponsabilidade ande mais ou menos à solta no nosso País!
Há gente que acha tudo normal: Acham normal a permanente guerrilha “politiqueira”, na qual o Presidente da Republica é parte; acham normal que a Sr.ª Merckl se atreva, em pleno parlamento alemão, a criticar o parlamento português; acham normal as permanentes e insistentes noticias que revelam favoritismos, compadrios, nomeações ilegais e outros fenómenos gerados por um poder apodrecido; acham normal que os chamados “mercados” estejam a realizar uma profunda rapina sobre os recursos nacionais; acham normal que o 1º Ministro passe por cima de todas as suas gravíssimas responsabilidades na situação nacional e teime em ser líder do PS e “candidato” a 1º Ministro; acham normal que o presidente do PSD diga uma coisa aos portugueses e diga outra, completamente inversa, à imprensa internacional.
Empresa concessionária do serviço público de transporte de passageiros nas ilhas centrais não presta o cabal serviço para que foi contratualizada.
Uma das funções é o transporte de passageiros de reduzida mobilidade, de pessoas portadoras de deficiência e de doentes deslocalizados para outras ilhas. Nestes casos e em todos, de resto, a responsabilidade do serviço que presta implica o melhor tratamento delicadeza, conforto possível e segurança. Tarefa para a qual devem estar preparadas as tripulações.
Desde há muito que este serviço se tem vindo a degradar e, ao que parece, a própria direcção da empresa dá orientações para os seus funcionários procederem ao contrário das mais básicas regras de tratamento dos passageiros.
1. Estão aproximar-se eleições antecipadas para a Assembleia da Republica. Mais do que saber quem “provocou eleições”, é bom que meditemos porque é que se chegou ao ponto em que estamos. Temos um enorme desemprego; uma economia em recessão; um alastramento grave da pobreza, milhares de famílias em dificuldades; salários, já demasiado baixos, a serem cortados ou congelados; pensões e reformas pequenas congeladas; a inflação a subir; os impostos a subir; os combustíveis a subir; os incumprimentos de compromissos a aumentar; etc, etc. Temos também, no mesmo espaço deste pequeno País, as vinte maiores empresas cotadas em bolsa a aumentarem os seus lucros, em 2010, na ordem dos 150% em relação ao ano anterior; a banca a declarar lucros superiores a 4 milhões de euros por dia em 2010; as três maiores fortunas do Pais a crescerem velozmente na listagem das empresas que classificam fortunas pessoais; etc, etc.
Portugal conseguiria perfeitamente controlar a sua dívida externa sem prejudicar a actividade e o crescimento económicos. O que Portugal não consegue é controlar os juros e o respectivo pagamento, os quais passaram, graças ao Tratado de Maastricht e seguintes (com o apoio do PS, PSD e CDS) a ser controlados pelo sistema financeiro privado e pela independência política do Banco Central Europeu.
A criação e o estabelecimento do Euro, como moeda única, sustentada em economias nacionais heterogéneas, vieram a tornar-se progressivamente, num instrumento de sufoco de umas economias, em favor doutras, como a da Alemanha ou da França. Nada que não tivesse sido alertado em tempo, por muitos, mas cuja opinião não foi, então, levada em devida conta.