O Sr. Deputado Clélio Meneses sintetizou esta semana toda uma tónica interventiva do PSD-A, que os órgãos de comunicação social açorianos têm veiculado nos últimos meses (sem grande sentido crítico, infelizmente). Disse ele: “O PSD defende uma mudança total de políticas e de modelo de governação”, porque numa Região em que tudo corre mal, o Governo continua a dizer que tudo corre bem.
O PCP Açores, dá início a uma campanha de esclarecimento e mobilização contra as graves medidas de austeridade e ao mesmo tempo de esperança no ano que agora se inicia, por uma ruptura e mudança política em 2012, no próximo Sábado, dia 7 de Janeiro, pelas 15.30h, no Largo Damião de Góis, em Vila Franca do Campo.Será montada uma árvore constituída por mensagens de repudio, de denuncia e de luta contra a ofensiva anti-social e da grave situação que enfrentam os trabalhadores , o povo, a região e o país e o Coordenador Regional do PCP, Aníbal Pires, fará uma declaração pública.
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Ai está o chamado Ano Novo! Entrou, sorrateiro e mansinho, para vir “ocupar um espaço” onde predomina a incerteza, o medo do futuro e muitas formas de insegurança.Aqui nos Açores iniciamos o ano a digerir a noticia que deixa de haver, no serviço publico regional de televisão, as rubricas de informação meteorológica e a de informação desportiva regional “Troféu”. Reparámos todos também que a RTP/A não teve programa de passagem de ano, limitando-se a emitir fotografias de paisagens e a pôr o relógio a indicar a hora certa. Podemos dizer que iniciamos o ano com a direção da RTP/A a pôr o canal regional em estado de “agonia”, retirando aspectos bem específicos da programação, para daqui a algum tempo vir dizer “que as audiências estão a diminuir”…. É assim que se começa um processo de desmantelamento!
Importado pelos “mercados”, em meados de 2011, por via da aldrabice, instalou-se na Casa Portuguesa um grupo de hóspedes indesejáveis cuja missão foi a de, invocando a necessidade de aplicar um conjunto de medidas de austeridade essenciais para preservar a habitabilidade da Casa onde se instalaram, retirar espaço vital a todo o povo que nela habitava, convidando-o, em última instância, a abandonar a Casa por excesso de lotação…
Dentro de poucos dias termina o ano de 2011 e inicia-se aquele que se segue nesta marcha infinita que é o tempo. Termina um ano a muitos títulos mau, numa época em que domina quem quer acentuar desmedidamente a exploração dos seus semelhantes. Termina um ano de ataque feroz aos direitos de quem trabalha e de quem vive de rendimentos do trabalho, por conta de outrem ou por conta própria. Termina um ano em que, em Portugal e na Europa, foram dados passos terríveis no sentido de tentar anular muitos aspectos das transformações sociais positivas que foram construídas no século XX.

