Os Deputados do PCP na Assembleia da República, António Filipe e Bruno Dias, apresentaram recentemente uma pergunta escrita ao Ministro da Economia onde defendem a obra de ampliação da pista do aeroporto da Horta, como essencial para o desenvolvimento da ilha, Apesar da recusa do Ministro, o PCP continuará a lutar por este esquipamento essencial para os Açores.
Na sequência de tomadas de posição da CCIPD e da líder regional do PSD, no início de 2010, e acabando numa petição pública entregue ao governo regional e ao governo de Sócrates, a investida para o imprescindível (tanto económica como socialmente) abaixamento das tarifas aéreas de e para os Açores, passou nessa altura por uma impressionante manobra de diversão que diabolizava por um lado as companhias públicas da SATA e da TAP, acusando-as de monopolistas, e proclamava, por outro, o seguinte: “…Os Açores continuam arredados das "low cost". E porquê?...
A Representação Parlamentar do PCP contesta a decisão da Mesa da Presidência da Assembleia Legislativa que, usando uma interpretação jurídica incorreta, como se demonstra na fundamentação do requerimento do recurso, pretende bloquear a discussão da proposta do PCP para devolver os subsídios de natal e de férias aos trabalhadores da Administração Pública Regional, assim a Representação Parlamentar do PCP Açores, ao abrigo do Regimento da Assembleia, requereu ontem, ao fim da tarde, recurso da decisão para o Plenário.
O PCP Açores não está surpreendido com esta decisão da Mesa da Presidência da Assembleia pois, é clara a incomodidade que a discussão em Plenário desta iniciativa provoca ao PS, ao PSD e ao CDS-PP, sendo óbvios os motivos do mal-estar que esta iniciativa do PCP provoca nos obedientes partidos que têm subscrito, com os agressores externos, as violentas medidas de austeridade que se abatem sobre a generalidade da população.
O PCP apresentou, na Assembleia Legislativa regional, um projeto de Decreto Legislativo Regional para devolver diretamente aos trabalhadores da Administração Regional os cortes nos subsídios de férias e de Natal, sob a forma de um apoio extraordinário, de igual valor, pago nos meses de Junho e Novembro.
A semana que passou foi “rica” em declarações sobre a muito difícil situação em que o País foi colocado.
Ouvimos o 1ºMinistro dizer, com veemência, que o acordo com a “troika” “é para cumprir custe o que custar”; ouvimos o antigo Presidente Soares dizer que o “custe o que custar” era uma expressão excessiva e inaceitável; ouvimos uma conhecida personalidade da direita nacional, o Prof. Adriano Moreira, vir dizer, de entre outras coisas, que o nosso País está hoje sujeito “a um regime de protectorado”, que “temos um ministro do orçamento, mas não temos ministro das finanças” e que ”não é aceitável suprimir o Estado Social”; ouvimos o Secretário-Geral do PCP, Jerónimo de Sousa, denunciar com muita firmeza, os objectivos de reforço da exploração e de liquidação de direitos e garantias indissociáveis da política de destruição em curso.