A Representação Parlamentar do PCP Açores conclui hoje, em Angra do Heroísmo, mais uma visita à ilha Terceira, no âmbito do ciclo de visitas que todos os anos percorre as nove ilhas dos Açores.
Nesta visita foi possível tomar conhecimento directo de mais alguns dos principais problemas da ilha e da Região e obter valiosos contributos para a actividade política do PCP Açores.
O PCP/ São Miguel realizou no passado dia 27 de Novembro, a sua 3ª Assembleia da Organização de Ilha.
Hoje dia 2 de Dezembro realizou-se uma Conferência de imprensa que deu conta das principais conclusões e análise da situação na Ilha e na Região das propostas do PCP para enfrentar os graves problemas económicos e sociais que hoje estamos confrontados e os caminhos e rumo que se propõe para o futuro de desenvolvimento e progresso social.
Efectivamente a justiça social permanece coxa no Plano e Orçamento Regionais. Cumprida no essencial a Lei de Finanças Regionais e estando a dívida pública da Região controlada, de acordo com os números divulgados pelo Vice-Presidente do Governo, Sérgio Ávila (o mérito, neste particular, cabe indirectamente a Duarte Freitas, por os ter sobreavaliado e obrigado com isso a transparecer o que permanecia embaciado), nenhuma razão subsiste, pelo superávite financeiro assim tornado disponível, para que o essencial dos efeitos negativos das políticas restritivas do Orçamento Geral do Estado não pudesse ser compensado numa Região já de si submetida, ainda antes dos PEC’s e deste OGE, à discriminação negativa da insularidade distante e dispersa. Uma discriminação que lhe tem imposto isolamento (ainda), salários mais baixos e custo de vida mais elevado, relativamente ao conjunto do território nacional.
No desenvolvimento de uma actuação política estreitamente ligada às populações e aos seus anseios, o Deputado do PCP na Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores, Aníbal Pires, deslocar-se-á à ilha Terceira, entre os dias 2 e 4 de Dezembro.
Com este conjunto de contactos e reuniões, o PCP Açores pretende conhecer directamente e dar visibilidade a alguns dos principais problemas sentidos pelos terceirenses e pelas suas instituições locais e contribuir para a sua solução.
O PCP Açores tem, desde sempre, assumido uma posição de respeito pelas opções editoriais e de programação da RTP Açores.
Uma posição de respeito pela independência e legitimidade dos critérios editoriais e de programação e que se estende ao trabalho desenvolvido por todos os trabalhadores do serviço público de rádio e televisão nos Açores.
Não obstante essa posição de não ingerência e de respeito, nunca o PCP Açores se coibiu também de, legitimamente, tecer considerações sobre tudo o que diz respeito à RTP Açores, designadamente sobre a necessidade de clarificação legislativa e estatutária do Centro Regional ou de denúncia de tentativas de condicionamento do trabalho jornalístico.