Foi hoje aprovada no Parlamento Regional (com os votos favoráveis do PCP, BE, PPM e PS e os votos contra do PSD e do CDS-PP) a proposta do PCP condenado a privatização da TAP. A proposta recusa a privatização, defendendo que a TAP se mantenha sob o controle do Estado e que recuse desde já qualquer redução nos meios, oferta ou qualidade do serviço prestado à Região Autónoma dos Açores.
Na sua intervenção, o Deputado Aníbal Pires considerou a privatização como um assalto ao património dos portugueses, que é altamente lesivo para o interesse nacional. O Deputado do PCP afirmou: "Somos contra a privatização porque o papel da TAP não pode ser reduzido apenas à necessidade de gerar lucros (...). A TAP tem de ser pública porque tem como missão unir uma comunidade de mais de 200 milhões de pessoas espalhadas pelos cinco continentes; porque é, deve ser, a companhia de referência no espaço da Lusofonia. A TAP tem de ser pública porque temos responsabilidades para com os portugueses dispersos pelo mundo.


A Comissão de Ilha Terceira do PCP, repudia veementemente a decisão pelos EUA de despedir centenas de trabalhadores na base das Lajes. A forma instantânea como foi anunciada a supra mencionada decisão, à revelia das anteriores promessas de trabalhar numa solução gradual e mitigada, visando a salvaguarda do tecido empresarial, social e económico local, ilustra por um lado a prepotência com que os EUA tratam a comunidade local e um Estado do qual hipocritamente se dizem aliados, e por outro a subserviência com que o Estado Português conduziu todo o processo, sacrificando o interesse nacional e regional em nome de uma suposta aliança com os EUA, de contornos ambíguos, e com vantagens até hoje impercetíveis para o País e para a região.
Na discussão de
O Grupo Parlamentar do PCP na Assembleia da república vai exigir a presença dos Ministros dos Negócios Estrangeiros e da Economia no Parlamento para darem explicações sobre anunciada redução dos postos de trabalho na Base das Lajes, na ilha Terceira.