A actuação do Governo e do Presidente da República, no que toca à preparação, aprovação, promulgação e publicação do Decreto-lei que proíbe as reformas antecipadas aos utentes do regime da segurança social, foi uma actuação, a todos os títulos, desrespeitadora das regras da democracia, da letra e do espírito da Constituição, da dignidade de quem trabalha. Foi uma actuação ditatorial e vergonhosa!
A CDU Açores condena a postura dos candidatos do PS e do PSD e considera que estas descredibilizam a sua ação política e demonstram a sua semelhança de ideias, projetos e práticas. Quanto ao candidato do PS, continua despudoradamente a utilizar o seu cargo de Secretário Regional da Economia para fins de pré-campanha eleitoral. Ontem, no Pico, tal como já tinha sucedido em São Jorge, Vasco Cordeiro realizou ações assumidamente de campanha partidária no âmbito da visita estatutária do Governo à ilha. É lamentável que Vasco Cordeiro apresente, na sua qualidade de Secretário da Economia um projeto nas Lajes do Pico, e, à noite, realize um comício nesse mesmo concelho. O candidato do PS / Secretário Regional sofre de estranhas metamorfoses políticas que demonstram bem a falta de qualquer escrúpulo em aproveitar o seu cargo governamental para realizar a sua campanha eleitoral, o que é inaceitável. Quanto à candidata do PSD, por seu lado, não hesita em recorrer à mentira pura e simples, quando se trata de tentar distrair os açorianos da sua total submissão a Passos Coelho, aliás demonstrada mais uma vez recentemente no Congresso do PSD. A líder do PSD Açores mentiu ao declarar que o Complemento Regional de Pensão foi uma proposta dos sociais-democratas. O Complemento Regional de Pensão resultou do projeto de DLR 07/1999, apresentado pelo PCP, que foi aprovado a 24 de Novembro de 1999, tendo sido publicado no DLR 2/2000, uma votação na qual a Dra. Berta Cabral participou pessoalmente, na qualidade de deputada.
Posições ambíguas 1: Depois de, à posteriori e face aos desastrosos resultados obtidos, concluírem que foi errado dar prioridade à austeridade na Grécia, deixando de lado o crescimento económico, vem agora a troika mostrar-se (inocentemente?) “surpreendida” com o elevado valor do desemprego (15%) atingido em Portugal, após a aplicação da mesma receita... E, logo de seguida, depois de anunciarem que, no respeitante aos seus iníquos e humilhantes ditames, o país está no bom caminho do cumprimento do pacto com eles assinado pelo PS, PSD e CDS, vêm (torpedeando deliberadamente a Constituição Portuguesa) sugerir que se deveria cortar para sempre os 13º e 14º meses a todos os trabalhadores portugueses…
O Secretariado da DORAA analisou a situação política, social e económica e programou algumas das principais atividades de intervenção política que vai desenvolver ao longo do ano de 2012, ano em que as eleições regionais se assumem como uma das principais batalhas políticas e que o PCP e a CDU Açores irão travar.