A greve de hoje, abafada quanto baste pela informação nacional e regional, teve honras de 1ª página num prestigiado jornal inglês: “The Guardian”.
O jornal publicou terça-feira na sua edição online uma reportagem em que fez, ao contrário da generalidade da imprensa nacional e regional, um retrato realista do estado atual de Portugal, considerando que no fundamental as medidas de austeridade não têm servido senão para conduzir o país à recessão, ao empobrecimento e ao “sofrimento” dos portugueses, incluindo ao “aumento da mortalidade” (referido no próprio título da notícia)…


A crise já chegou ao Açores de modo muito forte. Basta ver a evolução terrivelmente negativa da taxa de desemprego, o enfraquecimento generalizado de muitas actividades económicas, a retracção do investimento público regional e municipal, o agravamento acentuado de problemas sociais, para se concluir que a generalidade dos açorianos já estão a pagar fortemente o preço desta política deliberadamente recessiva, imposta pelos homens de mão do neoliberalismo, que dominam Portugal e a Europa.
O Deputado António Filipe, do Grupo Parlamentar do PCP na Assembleia da República, apresentou uma pergunta ao Governo sobre a possível extinção da Comarca do Nordeste. Para o PCP, este encerramento não faz qualquer sentido e trará graves prejuizos para a população, já que a distância entre o tribunal a encerrar e o que receberia os respetivos processos não se percorre em menos de uma hora. Além disso, as instalações do Tribunal do Nordeste pertencem ao respetivo município, sendo a sua manutenção exclusivamente assegurada pela Câmara Municipal, sem quaisquer encargos para o Ministério da Justiça.
A Representação Parlamentar do PCP Açores apresentou, no passado dia 6 de Março um Projeto de Resolução para que a Assembleia Legislativa Regional se prenuncie sobre o processo de renegociação do Acordo da Base das Lajes, na sequência de uma reunião com representantes dos trabalhadores.
Aníbal Pires, Coordenador Regional do PCP Açores, afirmou hoje na cidade da Horta que os açorianos têm razões reforçadas para participarem na Greve Geral e que a participação maciça dos açorianos é a única coisa que pode pressionar o Governo Regional e os partidos da troika para que revejam as suas políticas e travem esta destruição da vida do nosso povo.