Aníbal Pires, Deputado do PCP, apresentou hoje no Parlamento Regional um voto de pesar pelo falecimento do Dr. António Borges Coutinho, que foi aprovado apenas com a abstenção do CDS-PP.
Aníbal Pires, Deputado do PCP, apresentou hoje no Parlamento Regional um voto de pesar pelo falecimento do Dr. António Borges Coutinho, que foi aprovado apenas com a abstenção do CDS-PP.
A necessidade de “reformas de fundo” (e até de “ruptura”), trazidas a debate público por Passos Coelho, caem como sopa no mel na consciência de quem (embora já não vote, ou nunca tenha votado, por desinteresse), vê objectivamente transferidos para si às carradas, provenientes de direcções várias, os encargos de uma política à qual cada vez é mais alheio e sobre a qual raramente é chamado a pronunciar-se, mas que, atendendo à profundidade e dimensão daqueles, pressente ser profundamente injusta.
Acabou, sábado passado, o programa da RDP/Açores, “Manhãs de Sábado”, do qual era primeiro responsável Mário Jorge Pacheco. Acabou no dia que completava 15 anos. Tanto quanto percebi por várias declarações que ouvi, os realizadores e colaboradores do programa mantinham a disponibilidade para o fazer, mas os responsáveis da rádio pública quiseram que ele terminasse. Na minha opinião essa decisão é condenável, roça a estupidez e empobrece muito seriamente a programação da rádio pública regional. Os responsáveis por esta decisão e todos os que a ela se poderiam opor e não o fizeram merecem a mais viva condenação!
Não fazem hoje qualquer sentido aquelas ideias, ditas de desenvolvimento, que por vezes ainda dão suporte a decisões que atingem, limitam ou diminuem, directamente, a qualidade de vida das populações. Qualquer processo de desenvolvimento, para ser autêntico e útil, tem que ser sustentado por investimento necessário, inteligente e bem programado, tem que respeitar e valorizar o património natural e cultural e tem que ter, sempre, como objectivo central, a melhoria, em sentido amplo, das condições de vida das populações.
Tal como vimos anteriormente, os Açores, fruto da situação geográfica, gozam de privilégio relativamente a outras paragens. Por um lado encontramo-nos na rota dos tunídeos migradores e por outro as águas límpidas que nos banham, bem como as correntes marítimas, fizeram com que estas Ilhas (mesmo sem plataforma) e alguns montes submarinos adjacentes, naturalmente fossem ricas em algumas espécies de peixes de otima qualidade (Cherne, Goraz, Pargo, Imperador, Abrotéa, Boca Negra, etc).