A Representação Parlamentar do PCP Açores apresentou hoje um Projeto de Decreto Legislativo Regional para aumentar o Acréscimo Regional à Retribuição Mínima Mensal Garantida de 5% para 7,5%.
O agravamento da crise tem aprofundado o fosso retributivo entre os trabalhadores açorianos e os do continente. Recorde-se que, nos Açores, o salário mínimo se tornou infelizmente a regra geral para uma grande parte dos empregos, abrangendo assim um número cada vez maior de trabalhadores. Continuam também a existir no arquipélago muitos trabalhadores que vivem em situação de pobreza em função dos baixos salários. Basta relembrar que 18,5% dos beneficiários do Rendimento Social de Inserção efetivamente trabalham, só que não ganham o suficiente para poderem viver condignamente.

O Parlamento Regional aprovou hoje uma proposta do PCP tomando posição contra a proposta de Orçamento de Estado, apenas com os votos contra de PSD, CDS e PPM e com os votos favoráveis das restantes bancadas.
No encerramento do debate sobre o Programa do Governo Regional, o Deputado do PCP, Aníbal Pires, denunciou que este Governo continua a apostar numa política errada, desvalorizando os trabalhadores e não apresentando medidas concretas para criar emprego.
Aníbal Pires, João Decq Motta e Marco Varela apresentaram hoje, na Cidade da Horta, as principais conclusões da reunião da Direcção Regional do PCP Açores. Entre elas, destaca-se a apresentação pelo PCP, de um Projeto de Resolução para que o Parlamento regional tome posição sobre a proposta de Orçamento de Estado. Para o PCP, este OE é um grave ataque à Autonomia dos Açores e às condições de vida dos açorianos que tem de ser rejeitado.