
“Donde nos vem a nós, comunistas portugueses, esta alegria de viver e de lutar? O que nos leva a considerar a atividade partidária como um aspeto central da nossa vida? O que nos leva a consagrar tempo, energias, faculdades, atenção, à atividade do Partido? O que nos leva a defrontar, por motivo das nossas ideias e da nossa luta, todas as dificuldades e perigos, a arrostar perseguições, e, se as condições o impõem, a suportar torturas e condenações e a dar a vida se necessário? A alegria de viver e de lutar vem-nos da profunda convicção de que é justa, empolgante e invencível a causa por que lutamos.”
Álvaro Cunhal, O partido com paredes de Vidro, 1985



Na apresentação, Judite Barros assumiu que as prioridades, para a CDU, serão o aumento geral dos salários e a revogação das normas gravosas da legislação laboral, incluindo a caducidade da contratação coletiva. Não há desenvolvimento económico e social sem o combate à precariedade, e a valorização do trabalho e dos trabalhadores. Se realmente se quiser promover a natalidade, inverter a quebra demográfica e travar a emigração, é igualmente imprescindível assegurar estabilidade no emprego, e garantir os direitos das crianças e dos pais promovendo uma rede pública de creches gratuitas, protegendo e valorizando a Segurança Social, a Educação, a Ciência, a Cultura, o Desporto.