Opinião

Mário AbrantesArtigo de opinião de Mário Abrantes

“As eleições presidenciais devem dar sequência às portas abertas em 4 de outubro”. Esta ideia defendida no último fim de semana nos Açores pelo candidato presidencial Edgar Silva, corresponde também à minha. Mas essa mesma ideia também poderia eventualmente ser defendida por outros candidatos que se apresentam à corrida como Sampaio da Nóvoa e Marisa Matias ou até, ainda que com sentidos diversos, por Paulo Morais, Maria de Belém, Henrique Neto ou Graça Castanho. Já não o será garantidamente por quem? Adivinhou caro leitor: por Marcelo R. de Sousa. E isto apesar dos laivos críticos e populistas por ele atirados de quando em vez ao (seu) governo de direita, enquanto cronista da estação televisiva fabricante da sua candidatura, ou atirados mais recentemente, já na sua condição de candidato à presidência da República, ao presidente cessante - Cavaco e Silva.

Paulo SantosArtigo de opinião de Paulo Santos
O Instituto Histórico da Ilha Terceira assinalou 40 anos do 25 de Novembro de 75. Para o efeito, carreou para o domínio público os testemunhos de 3 personalidades. O Dr. Álvaro Monjardino trouxe-nos uma análise que, não desprovida de considerações pessoais, se mostrou séria, enquadrada e historicamente distanciada. No mais, assistimos a um lamentável manancial de juízos de valor gratuitos, mais próprios do PREC propriamente dito do que de um tempo já distante, em que a apropriação do sentido e alcance dos eventos deve resultar do processo de distanciação do intérprete face aos factos.
Diabolizou-se o PCP. Neste aspeto, entre palestrantes, destacou-se pela negativa a sinistra figura do então embaixador na NATO, o qual produziu uma intervenção paupérrima, cheia de lugares comuns e preconceitos. Dominado pela febre Anti-comunista que visivelmente o acomete, referiu que, então e agora, quanto menos influência tiver o PCP, mais democrático será o país. Pois bem, falando de democracia e liberdade, recordemos os ataques às sedes do PCP, atentados à bomba a militantes seus e outras “democraticidades” da direita mais reacionária na execução do seu golpe de 25 de Novembro. São coisas bem documentadas, ilustrando o conflito ideológico resultante da correlação de forças no plano internacional, e com forte ingerência dos EUA.

Paulo SantosArtigo de opinião de Paulo Santos:

O petróleo é um pilar desta nefasta globalização e um produto estratégico para a expansão capitalista. Com inúmeros derivados resultantes da transformação petroquímica, dando origem a combustíveis, plásticos, detergentes, medicamentos, entre outros; a “civilização petrolífera”, nuclear para a hegemonia ocidental, condena também o mundo num trágico lastro de guerra e destruição. Assim, quando Saddam pretendeu negociar o “seu” barril nos termos que bem entendesse, logo se uniram “os aliados” para o derrubar; quando Kadhafi e Assad manifestaram vontade idêntica, logo foram atacados por todo o poderio militar e mediático das potências dominantes.

França e EUA estiveram sempre do lado errado. Movidos pelos interesses monopolistas, e sobretudo apostados em inviabilizar qualquer pretensão soberana desses países na gestão dos seus recursos, cometeram a irresponsabilidade de armar todos os que se propusessem atacá-los, incluindo os “Exércitos Livres” daqui e dali, na realidade movimentos extremistas que haveriam de constituir o “estado islâmico”.

Mário AbrantesArtigo de opinião de Mário Abrantes:

Primeiro foi uma candidatura à presidência da república (eticamente condenável) fabricada por espaços de opinião públicos (bem pagos), em horário nobre, mediaticamente promovidos, alardeados e ampliados durante anos a fio por um canal de tv generalista, na pessoa de um quadro e ex-dirigente dum partido de direita – Marcelo Rebelo de Sousa.
A par deste lançamento e com promoção também assegurada por um segundo canal de tv generalista, igualmente em horário nobre, Marques Mendes tem sido outro exemplo visível e emblemático do ponto nauseabundo a que chegou a batota da liberdade de informação em Portugal.
Estamos perante mais um quadro partidário ativo do mesmo partido de direita – o PSD, do qual também já foi dirigente máximo, com acesso privilegiado à informação do seu (ex-)governo, de que se servia de forma mancomunada, a fingir-se semanalmente vidente e adivinho do futuro político imediato, usando e abusando de processos de intenção e mexeriquices rasteiras, deturpando factos e atacando os adversários políticos a partir da posição de falsa independência que lhe dá a capa de comentador político.  

Paulo SantosArtigo de opinião de Paulo Santos:
Findo o regime de controlo de produção, materializado no sistema de quotas, entram em vigor as novas regras de produção leiteira na Europa, que passa a ser livre. Infelizmente, as tendências liberalizantes são estruturantes no pensamento económico europeu, e conjugadas com os “lobbies” que dominam as instituições comunitárias, constituem uma ameaça real à viabilidade económica de zonas ultraperiféricas afetadas pelas onerosas condições produtivas.

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