Desmascarar Marcelo

Paulo_Santos_webArtigo de opinião de Paulo Santos:
Até dia 24 teremos arruadas e conversas de circunstância com a populaça impostas pela presença das câmaras. É o folclore mediático, ilustrando o intensivo processo de infantilização a que se sujeitou o povo. Marcelo é especialista na exploração disto. Ainda assim, o eleitorado de direita pura não deixará de votar nele, reconhecendo o verdadeiro professor enquanto representante da sua área política. É oportunidade de mitigar os efeitos da derrota de Outubro.
Até teria todas as condições de ser candidato com linha política clara, apresentando-se com ideias e princípios “palpáveis”. Mas quer ser presidente a todo o custo, e é por isso que na substância o professor comentador não diverge do candidato. Não sabemos o que pensa do atual quadro da UE, da moeda única, das opções orçamentais ou sequer do exercício dos poderes presidenciais.
Para “sacar” votos ao eleitorado mais distraído, e sobretudo para disfarçar a anuência prestada à política de Passos convencido de que este seria 1.º ministro, conta com reconhecidos dotes de “enterteiner”, desviando-se do essencial com recurso a apreciações de caráter e lugares comuns, temperados pelo sorriso hipócrita e prestável colaboração de alguns pseudo-jornalistas.
É preciso desmascarar o embuste do professor.  Apesar das alegorias de campanha, para os eleitores a quem se dirige na esperança de ganhar à primeira, e que não pertencem à sua família política, os dados são claros. Não  toma posição estruturalmente sobre nada, não se alcançando o que viabilizará enquanto Presidente e que uso fará da constituição. Foge a sete pés de todas essas questões. Mas sabe-se que acha inadmissível ao TC vetar os cortes de Passos, que a austeridade é inevitável e absolutamente necessária. Só o que resta das “paf's” pode votar nele.

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